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Como os pais podem influenciar os filhos a gastar melhor e a economizar

EF Qual a hora certa de começar a falar de dinheiro com os filhos?

 Existe um jeito para ensinar crianças e adolescentes a gastar racionalmente e a economizar? Pais organizados com suas finanças podem virar inspiração em casa? Se educação financeira não está entre os temas abordados em família, chegou a hora de pensar melhor no assunto!

 Especialistas em educação financeira afirmam que não adianta os pais ficarem só no discurso, eles também devem dar o exemplo nas atitudes. O jeito como o adulto lida com suas finanças, como ele evita desperdícios e exageros e como economiza serve de espelho para os filhos.

“Assim como tudo o que envolve educação, os exemplos são mais importantes. Não adianta querer que a criança faça o que ‘eu digo’. Ela vai fazer o que ‘eu faço’”, diz Cássia D’Aquino, especialista em educação financeira e autora de livros sobre o tema.

 Engana-se quem pensa que uma conversa resolve. Cássia diz que educação financeira é como o restante da educação: precisa ser construída dia a dia. “É por volta dos 2 anos e meio que aparece o primeiro pedido de compra. Ali, a criança entende que existe dinheiro, que aquilo compra coisas coloridas, divertidas e gostosas. Aí começa tudo”, observa.

Claro que os pais devem sempre respeitar os limites de cada idade, explicando as coisas com delicadeza. Mas não atender a todos os desejos de consumo da criança já é uma lição de educação financeira.

Apresentação do mercado

 Ainda na infância, questões mais teóricas podem começar a aparecer. Cássia considera interessante a criança ser apresentada ao banco por volta dos 10 anos de idade. Tudo, claro, com muito jeito. Mas é importante ela saber o funcionamento daquilo, que o dinheiro pode ser guardado ali, que a poupança é similar a juntar no cofrinho, só que com rendimentos. “Os pais devem mostrar que existe um gerente, que é uma pessoa como qualquer outra. Que é um funcionário, mas não é Deus, e nem tudo o que ele falar precisa ser seguido”, observa.

Depois, por volta dos 14 anos, o adolescente pode ser apresentado a outros produtos financeiros, como títulos de renda fixa e, mais tarde, à renda variável, como ações. É importante mostrar as vantagens e os riscos de cada investimento, para que o filho possa aprender e depois tomar suas próprias decisões. Mas os pais não devem impor seus pontos de vista. “O que interessa não é uma criança que entenda de dinheiro, e sim um adulto que entenda de dinheiro”, completa Cássia.

 

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