Sonda Juno é objeto mais rápido criado pelo homem, diz Guinness

Livro dos recordes disse que missão da Nasa bateu marca de 40 anos.
Agência espacial investiu US$ 1,13 bilhão na ida até Júpiter.

Concepção artística da sonda Juno passando por Jupiter (Foto: Jupiter NASA/JPL-Caltech)

Concepção artística da sonda Juno passando por Jupiter (Foto: Jupiter NASA/JPL-Caltech)

A sonda Juno, da Nasa, é o objeto mais rápido já criado pelo ser humano, segundo o Guinness World Records, o livro dos recordes. Na madrugada da última terça-feira (5), a agência espacial cumpriu uma missão de quase 5 anos e entrou na órbita de Júpiter.

Ao se aproximar do planeta, era previsto que a gravidade começasse a puxar Juno cada vez mais rápido até a espaçonave atingir uma velocidade de mais de 250 mil km/h. Essa velocidade quebra um recorde de 40 anos, também de acordo com o Guinness.

A sonda da Nasa já havia batido outro recorde em janeiro deste ano, quando se tornou a nave espacial movida a energia solar que chegou mais longe. Juno passou a marca de 791 milhões de quilômetros, antes feita pela sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia, em outubro de 2012. Outras sondas foram mais longe, mas eram alimentadas por geradores nucleares.

Juno vai passar os próximos 20 meses na órbita de Júpiter, para recolher dados sobre o clima misterioso do planeta e sua composição.

Funcionários da Nasa comemoram a manobra da sonda Juno na órbita de Júpiter (Foto: Reprodução / Nasa)

Funcionários da Nasa comemoram a manobra da sonda Juno na órbita de Júpiter (Foto: Reprodução / Nasa)

Sobre a missão
Após 5 anos de viagem, a sonda Juno entrou com sucesso na órbita de Júpiter, o maior planeta do sistema solar. Com transmissão ao vivo pela internet, a equipe na Nasa comemorou a inserção na magnetosfera à 0h54 desta terça.

A sonda se aproximou sobre o pólo-norte do planeta, mostrando uma perspectiva inédita do sistema de Júpiter – incluindo as suas quatro grandes luas. Um laboratório da Nasa localizado em Pasadena, na Califórnia, administrou a missão Juno, chefiado pelo pesquisador Scott Bolton, que também ajudou a levar uma sonda a Saturno.

Esta é a primeira vez que Júpiter será visto abaixo da cobertura densa de nuvens. Por isso o nome Juno, uma homenagem à deusa romana que era esposa de Júpiter.

Lançada em 5 de agosto de 2011, a sonda percorreu 716 milhões de quilômetros – quase 18 mil voltas na Terra – até o planeta.  Se nada der errado, a missão deve ser encerrada em fevereiro de 2018.

Juno tem 3,5 metros de altura e 3,5 metros de diâmetro e é movida a energia solar.

 Ilustração da Sonda Rosetta se aproximando do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko (Foto: Spacecraft: ESA/ATG medialab; Comet image: ESA/Rosetta/NavCam – CC BY-SA IGO 3.0)

Ilustração da Sonda Rosetta se aproximando do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko (Foto: Spacecraft: ESA/ATG medialab; Comet image: ESA/Rosetta/NavCam – CC BY-SA IGO 3.0)

Todo o programa custou US$ 1,13 bilhão. A Juno foi a primeira missão que levou uma nave movida a energia solar comandada a partir da Terra, além de orbitar de pólo a pólo de um planeta. Nenhuma outra sonda chegou, até agora, tão perto da superfície de Júpiter.

O campo magnético do planeta é 20 mil vezes mais forte que o da Terra. Por isso, o grande perigo para visitar Júpiter com uma nave espacial. Outra questão é o fato de que a Juno não foi projetada para operar dentro de uma atmosfera e passará por um período de “queimação” enquanto estiver orbitando.

Segundo a Nasa, o principal objetivo da missão é entender a origem e a evolução do planeta. Conhecer o que há abaixo da densa cobertura de nuvens. Com um conjunto de instrumentos, a sonda vai investigar a quantidade de água e amoníaco na atmosfera profunda. Recentemente, já foi possível avistar a aurora boreal do planeta.

Imagem ilustrativa de Juno perto de Júpiter (Foto: Nasa)

Fonte: G1 Ciência e Saúde

 

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